11.3.13

Lingua de Nason

Nu meste nasionaliza nos lingua pamode:

"A língua é política. A informação, a legislação, a comunicação, o debate de ideias, tudo depende dela. E na medida em que a língua é comum (todos a falam, todos a compreendem), ela assume-se como um dos pilares do regime democrático, permitindo que cada um dê o seu contributo (tomando partido ou apresentando propostas). Hoje, olhando para trás, é perceptível como a chegada da crise económica, em 2008, fez abanar esse pilar. De certo modo, essa partilha comum da língua deixou de existir. (...)"

10.3.13

RostUbukSS

Boca de mundo é mau:

"Tem tid um tentativa de dinigri nom de psoas por kauza de um desvio ou roube, móda gent kizer tchmal. Tud gent sabê kem teve ess atitude kondenável e lamentável. Ess psoa djâ ka é funcionário de Camra, el foi despedid, dpôs de process disciplinar. Má sez objetive ê de tentâ desvia atensão pâ kim kez krê derrubâ a tud kust. Ninguém ka deve pagâ kulpa pâ ots. Agora sim, ê vess de justissa atua.
Por Ribeira Brava gent tâ kontinua tâ trabadjâ."

Pecador_Deus

- Nha da-m um pingo-l café?
- Anton bo é pa N da-u tudo dia?
(...)
- «Hum kum», "Deus ka sa da tudo dia kifari pecador!"

7.3.13

Dja bu ganha pecado

(...)

- Bu ten pecado!
- Mi N ka tene nenhum pecado. Agó como fidjo de pecador, N debe comete kes pecadinho, sima tudo fidjo de pecador.
- Ka bu da-m pa dodo. Bu tene pecado txeu, bu meste bai confesa na padre. Ma sta-m ma el ta manda-u bispo, bu-s pecado é mortal.
- Xa de trosa!, ponta-m um pecado ke seja?

(...)
- Pecado sta na bu-s odjo.

3.3.13

Kulòki de Vista Curto!?

 
 
"(...)
 
E claro que esse alfabeto reflecte muito o espírito da época em que foi propos­to…
Houve uma tentativa de se demarcar da tradição que era a utilização do alfabeto etimológico. Quer dizer, há o étimo da palavra e vai-se es­crever da mesma forma que a palavra tinha na sua origem, desde o latim, passando pelo português e chegando ao crioulo de Cabo Verde. Como nós temos muitas variantes do crioulo e as pessoas rea­lizam a língua do ponto de vista fonético de uma determinada forma, o Colóquio do Mindelo apresentou algo que, em teoria, poderia per­mitir a todos, utilizando um símbolo, escrever aquilo que seria a pronúncia deles.
 
A proposta fonológica, ten­do em conta a sua pouca aceitação, não terá preju­dicado a causa da língua cabo-verdiana?
 
Não diria que terá prejudi­cado, porque acho que foi um passo necessário. Podia-se perfeitamente continuar dentro da tradição da escrita etimológica e avançar-se para a escrita do crioulo e talvez o caminho fosse outro. Mas o alfabeto fonético-fonológico, mais fonológico do que foné­tico, apontou o caminho e de­pois era necessário continu­ar. Continuando, nós tivemos toda uma série de reacções a nível da sociedade – as pesso­as viram que não era hábito escrever com determinados sinais diacríticos, como por exemplo, o chapeuzinho que se colocava sobre o “c” para dar o som “tch”. Isso pertur­bou um pouco a sociedade. Perturbou a eliminação do “c” e a sua substituição pelo “k”. Então, todo o som “que”, seria realizado pelo “k” e aí distanciava-se muito do por­tuguês. Daí que a proposta apresentada tenha contribu­ído para a pouca aceitação que teve na sociedade. Foi então necessário rever a situ­ação. E nessa revisão da situ­ação houve uma decisão to­mada na altura em que a drª Ondina Ferreira era ministra da Cultura, em que se criou uma comissão cuja missão era propor um alfabeto para se poder escrever a língua.
 [...]
 
 O Colóquio do Mindelo pro­curou alcançar o princípio da funcionalidade e facilitar o usuário da língua. Dar-lhe um instrumento que, em teo­ria, tinha todas as condições para a facilitação da escrita. Digo-lhe o seguinte: se nós não tivéssemos variantes dia­lectais, era o melhor caminho a seguir. Se você tivesse ape­nas o crioulo de Santiago, ou apenas o de São Vicente, era o alfabeto perfeito…
(....)
 

1.3.13

nó_naó_nanó



- Irina, bó na nó ke bu sta laba, bu ka caba laba!? [nɐ'nƆ]
(...) 
 -naó ke N manda-bu munda cabra... /['nɐƆ]

 - bu sa meste pega nanó... /[na'nƆ]