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2.5.11

Kudadu ku LinguaS,

Argumentus:

"(...) uma das recomendações saídas no final do Encontro foi a de se cuidar mais e melhor do Crioulo. Até aqui tudo bem. Nada contra. Apenas estranhei, e muito, o facto de nessa mesma recomendação para servir aos falantes das ilhas, não se ter acrescentado igualmente a de Cabo Verde cuidar bem e melhor da Língua portuguesa que é também a nossa língua. Que é Língua veicular do sistema de ensino; que é língua de suporte de quase toda a documentação científica, literária, histórica, administrativa, entre outras; e que é língua que vem servindo, de forma excelente, o cabo-verdiano e Cabo Verde no seu percurso formativo, profissional e de entendimento do seu estar no mundo e com os outros. (...) In Coral Vermelho.

Mas...

19.12.09

Klaru ki Outras respostas "haverão"


"O que aconteceu ao ensino da Língua portuguesa em Cabo Verde? Onde param os bons professores desta disciplina com o saber e o saber fazer pedagogicamente afinados, com objectivos a cumprir, com um excelente domínio da língua veicular, com brio na didáctica a seguir na disciplina durante o ano lectivo e finalmente com a convicção firmada de que o fundamental é chegar ao fim do ano escolar com os seus alunos a gostarem da disciplina, a falarem e a escreverem adequadamente o português?
Onde ficou o ensino e o consequente conhecimento das regras gramaticais? Porque é que actualmente o aluno cabo-verdiano (excepções haverá certamente) é tão mal – sucedido em termos de aproveitamento universitário em universidades portuguesas e brasileiras? Exactamente por causa do não domínio da língua portuguesa. Quando no nosso tempo (no meu tempo e antes dele) era exactamente o contrário. Deste mal gravíssimo não padecia o aluno universitário cabo-verdiano. Nem o aluno universitário, nem o funcionário público cabo-verdiano. Estes perfis nacionais falavam e escreviam correctamente a língua veicular e oficial do país.
Porque será que o nosso jovem emigrante em Portugal (onde está a maior comunidade cabo-verdiana emigrada na Europa) tem dificuldade em concorrer a empregos com emigrantes angolanos e brasileiros? A razão é porque fala mal ou não domina o português. (...)".

2.12.09

Disse que...

"(...) Uma simples visita hoje a uma sala de professores em intervalos de aulas, de uma escola secundária do país, apercebemo-nos de que nem o professor de português já fala a língua veicular. Até se pode ouvir o francês e o inglês, por graça, entre os colegas do mesmo grupo, mas escutar a bela língua portuguesa? Não, não teremos esse gosto!
Ora é certo que o professor de português em Cabo Verde tem na verdade, em todo o lado um ambiente avesso, para não dizer hostil, à difusão, à socialização da língua veicular e oficial. (...)."
 
E agora, FAZER o quê?